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quinta-feira, 21 de abril de 2011

18 de abril: Dia do Livro Espírita

Primeira edição francesa de "O Livro dos Espíritos"
(Fonte: www.febnet.org.br)
Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe - que faz a palma,
É chuva - que faz o mar.
  (O Livro e a América - Castro Alves)

Foi num sábado de primavera, na Galeria d'Orleans, no Palais Royal, em Paris, aos 18 de abril de 1857,  que Allan Kardec publicava sua primeira obra: "O Livro dos Espíritos". Era um marco para o início de um novo momento para a evolução espiritual da humanidade. No plano espiritual, a equipe formada pelos Espíritos Superiores encarregados da nova revelação, sob as ordens de Jesus, mobilizava-se para que, a partir daquele século 19, a verdade consoladora fosse organizada, consolidada e divulgada. O primeiro passo havia sido dado. Surgia uma filosofia com bases científicas e consequências morais.
No Brasil, porém, esse livro demorou a chegar. Os que tinham acesso às obras de Allan Kardec eram, geralmente, intelectuais que conheciam o idioma francês. Além disso, naquele século, a maioria da população brasileira, descendente de escravos e índios, era analfabeta. Enquanto a Europa ainda vivia o século das luzes, o Brasil ainda estava no século das cruzes.
Os intelectuais  que se dedicavam ao estudo da Doutrina Espírita, perdiam-se em polêmicas e a Doutrina Espírita corria o sério risco de ficar restrita somente entre os mais intelectualizados. Por outro lado, a Igreja havia proibido, por lei, a prática do Espiritismo.
Adolfo Bezerra de Menezes
(1831-1900)
Mas, o estabelecimento da Doutrina Espírita era projeto para mais de um século. Em 1831 reencarnava, no Brasil, Adolfo Bezerra de Menezes, com uma tarefa missionária: conciliar e consolidar a Doutrina Espírita no território brasileiro.  Sua tarefa se confirmou ao assumir, em agosto de 1895, a presidência da Federação Espírita Brasileira (fundada em 1884).
Nessa mesma época, a Livraria Espírita, em Paris, de propriedade da viúva do Sr. Allan Kardec, entra em liquidação por absoluta falta de recursos financeiros. Não havia interessados em manter a tarefa de divulgação espírita. Foi assim que, em 15 de novembro de 1897, o Sr. Leymarie, responsável pela continuidade do trabalho de Kardec, concede, gratuitamente, à Federação Espírita Brasileira, o direito de publicar, em português, todas as obras de Kardec, com o compromisso de manter fidelidade aos originais. Bezerra de Menezes foi o responsável por essa transação. Transferia-se, assim, para o Brasil, a tarefa de continuar a propagação da Doutrina Espírita. Na França daqueles anos, a tarefa espírita havia chegado ao fim, com a desencarnação da viúva de Kardec e do Sr. Leymarie e o fechamento definitivo da Livraria.
No Brasil, a Espiritualidade Maior continua com seus projetos. Após a desencarnação de Bezerra de Menezes, eis que reencarna, em 2 de abril de 1910, no interior de Minas Gerais, um espírito evangelizado, com uma tarefa especial: popularizar a Doutrina Espírita, comprovando a existência do mundo espiritual e a comunicação entre encarnados e desencarnados. Reencarnava, em solo brasileiro, Francisco Cândido Xavier.
Chico exibe seus livros (1967) - Arquivo EM/D.A Press
Chico Xavier, em 1967 completava 40 anos de mediunidade
Ao longo de seus 92 anos de existência, 75 deles dedicados à mediunidade e ao livro espírita, Chico Xavier psicografou, segundo a Federação Espírita Brasileira, 412 obras. Mas o que impressiona não é somente a quantidade mas sim os inúmeros exemplos e testemunhos que ele nos deixou, comprovando a existência dos espíritos e da realidade espiritual. 
Não sabemos se tivemos a honra que tiveram  os judeus, de viver, no mesmo local e na mesma época em que Jesus viveu. Também não sabemos se tivemos uma existência na mesma  época e local em que Kardec viveu e organizou os ensinamentos dos Espíritos.
No entanto, a Misericórdia Divina sempre nos proporciona oportunidades para nos aproximarmos da mensagem de Jesus e da verdade. Assim é que reencarnamos no mesmo século em que Chico Xavier viveu; estamos no mesmo país e bem próximos dos locais onde ele viveu. Se não pudemos conhecê-lo pessoalmente, temos o acesso aos livros que ele nos deixou, há vários vídeos e filmes sobre sua vida.
E nós, o que estamos aguardando para abraçar, definitivamente, a causa espírita? Quantos séculos ainda aguardaremos para vivenciar a mensagem consoladora de Jesus, ampliada de maneira tão maravilhosa, pela Doutrina Espírita? O caminho já temos: o livro espírita!



(Tema apresentado na reunião pública do dia 18 de abril de 2011)

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